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Artista popular

  • Autor: Redator

  • Publicado em: 16/10/2016

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Conheça a história de Patrício Teixeira, o músico brasileiro reconhecido como o artista mais popular

 

Texto: Oswaldo Faustino | Foto: Divulgação   | Adaptação Web Sara Loup

Artista popular  | Foto: Divulgação
Artista popular | Foto: Divulgação

Da infância de menino órfão de pai e mãe, nascido na Praça Onze, na última década do século XIX, ao reconhecimento de “artista mais popular” um dos pioneiros a serem contratados pelas gravadoras, foi uma grande jornada, que passou por atividades humildes, como a de vendedor de produtos na rua.

Autodidata, porém, Patrício Teixeira descobriu os segredos das harmonias e acordes do violão, tocados nas serestas e encontros de boêmios pelas ruas e bares de Vila Isabel e na região da praça onde nasceu. Resolveu, então, escrever seu próprio método para o instrumento,publicado pela editora dos Irmãos Vitale. Artistas como Aurora Miranda, irmã da famosa Carmen, Linda Batista, a atriz Maria Lúcia Dahl e as irmãs Danuza e Nara Leão, que se tornaria musa da bossa nova, também se valeram dos ensinamentos desse sempre elegante mestre de terno com corte impecável, para extrair, com seus delicados dedos, a sonoridade daquelas cordas de aço.“Quero chorar, não tenho lágrimas que me rolem na face pra me socorrer...

“Patrício foi o primeiro a gravar para o Carnaval de 1938, que o gravou em espanhol, com o título de Come to Mardi Grass, no LP “A mis Amigos”, de 1959. Essa canção, gravada em 1959 por Nat King Cole está na trilha sonora do filme Touro Indomável, de Martin Scorsese, com o título de Come to Mardi Grass.

O Correio da Manhã destacou suas “qualidades pessoais, as quais granjearam-lhe inúmeras simpatias e amizades em nosso meio social...”. Sabia ser benquisto onde quer que estivesse. Fosse entre os frequentadores das festas, entre os ricos da zona sul do Rio, ou em reuniões de sambistas e chorões, como também nas seções de candomblé da casa de Tia Ciata (a iyalorixá Hilária Batista de Almeida), era sempre muito bem recebido. Uma dessas amizades merece destaque: o comendador italiano Osvaldo Riso, que,entre outras atividades, foi presidente da Cinzano S/A e consultor da Pirelli no Brasil, foi quem o acolheu, já adoentado, no início da década de 1970.

Patrício recebeu do casal ilustre o convite para se hospedar na Villa Riso, por quanto tempo fosse necessário.Camélia, a esposa do comendador, esculpiu seu busto, em bronze, e o instalou sobre um pedestal no jardim do casarão principal, hoje um dos locais mais finos do Rio de Janeiro, alugado para casamentos e eventos. Faleceu aos 79 anos, deixando mais de duas centenas de musicas gravadas, em 78 rotações. Seu histórico método para violão formou uma boa quantidade de alunos e alunas que ajudaram a construir a história da MPB.

 

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