COB entra em campo contra o racismo na olimpíada de Tóquio

Projeto terá início em 6 de abril e qualquer  membro brasileiro da comissão de atletas terá que participar

Próximo à Olimpíada de Tóquio, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) desenvolveu um curso de enfrentamento ao racismo, a ser lançado no dia 6 de abril. Com duração de 30 horas, o conteúdo online e gratuito será obrigatório para qualquer brasileiro, seja atleta, membro de comissão técnica ou dirigente, que queira disputar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos deste ano.

A iniciativa de criação do material partiu durante Lives realizadas em agosto sobre o tema, com a participação de atletas e especialistas, como a professora Djamila Ribeiro, que será a principal referência do curso, juntamente com o professor Tiago Vinícius.

Além de Djamila, o conteúdo também terá a participação da ex-ginasta Daiane dos Santos e do coordenador do Programa de Ciências Humanas e Sociais da Unesco, Fabio Eon. 

“Fiquei bastante feliz com o convite. É a primeira vez que dou um curso assim tão específico, voltado para o esporte”, diz a autora do best-seller “Pequeno Manual Antirracista” ao Estadão.

As inscrições podem ser feitas no site da entidade e dá sequência as ações que o COB vem desenvolvendo em combate a discriminação no mundo esportivo, como o curso de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e Abuso no Esporte, em março.

O COB não revela números, por questões de confidencialidade, mas sabe-se que denúncias de racismo chegam ao seu canal de ouvidoria e são apurados pelas áreas responsáveis. “O COB faz investigação e julgamento administrativos, o que pode ser crime é encaminhado para o órgão público competente. Já aconteceram casos assim”, conta Nelson Valsoni, ao Estadão, onde alega não poder dar detalhes. Mesmo assim, revela que de 2019 para 2020 houve aumento de 25% na procura pelos canais de ouvidoria, tanto para denúncias de desvios éticos ou discriminação quanto para tirar dúvidas.

De acordo com o Código de Ética da entidade, ato de racismo prevê advertência, multa de R$ 10 mil a R$ 100 mil, suspensão por até cinco anos e até banimento do esporte olímpico para atletas e dirigentes que venham a ser condenados pelo crime.

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