Veja trechos da entrevista com os músicos do grupo TodoSamba

 

TEXTO e FOTO: Hamalli Alcântara | Adaptação web: David Pereira 

O grupo TodoSamba | FOTO: Hamalli Ancântara

O grupo TodoSamba | FOTO: Hamalli Ancântara

Eles são jovens e até um tanto ingênuos, mas não se deixe enganar por essas carinhas de garotos recém-saídos da escola. O Todosamba tem influências de sambas antigos, mas com o suingue do pagode moderno. Vindo da periferia da zona leste de São Paulo, o grupo vê no samba de raiz uma filosofia a de vida. Os integrantes, todos na faixa dos 21 anos, são simpáticos e demonstram talento, embora ainda saibam que lhes falte amadurecimento profissional. Cientes das dificuldades que a carreira musical impõe, o sonho desses meninos é viver da música, do samba que tanto amam. O repertório é bom: vai de Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz até Turma do Pagode, maior fonte de inspiração da garotada.

Agora, confira o bate-papo da Raça com o grupo Todosamba!

Como vocês formaram o grupo?

Marcelo: o Dodô me ligou e disse que estava querendo montar um grupo de samba. No começo, além de Dodô e eu, faziam parte o Marquinhos e um outro amigo nosso, o Truda. Um tempo depois, chamamos o Ramón, que era conhecido do Dodô. Naquela época a gente ensaiava sempre na casa do Marquinhos, no quintal dele. O nosso primeiro show foi em Itaquera, em um noivado, mas aí demos uma parada. Quando decidimos retornar, chegaram também o Robson, o Rafael e o Carlos, e escolhemos o nome Todosamba.

E como surgiu o nome Todosamba?

Marquinhos: antes deste, vieram uns nomes engraçados. Mas foi ideia do meu pai. Ele perguntou: “o que vocês tocam? De tudo um pouco, não é? Tudo... Todo Pagode? Todo Samba?”. Aí rolou uma troca de olhares,todo mundo curtiu e decidimos ficar com Todosamba. Mas o grupo já teve outros nomes, como Redenção. Era o nome da fabricante do meu pandeiro (risos). Estava chegando a hora de tocar, aí o Marcelo sugeriu esse nome provisoriamente. Mas depois também descobrimos que já tinha um grupo com esse nome.

Quanto tempo tem de grupo?

Desde a primeira formação, tem 3 anos, mas esta formação tem 7 meses de estrada, de alegria e de união.

Morar na periferia já foi um problema para vocês em algum momento?

Com certeza, aquelas brincadeiras sempre têm. Tem gente que julga a gente antes de tocarmos, mas depois que ouve, elogia. Já ouvimos pessoas dizerem que achavam que tocaríamos meia dúzia de pagodes da moda e se surpreenderam quando tocamos um repertório bem maior e variado. A gente toca Turma do Pagode, Thiaguinho, mas também mandamos Beth Carvalho, Jorge Aragão, Sensação... Não é porque somos novos que iremos tocar só coisas novas, embora seja a maior parte do repertório e a nossa característica principal.

Se fossem escolher um padrinho para o grupo, quem seria?

Seria a Turma do Pagode. Claro que cada um gosta de um uma coisa, cada um tem seu ídolo. O Ramón cresceu ouvindo Reinaldo, João Nogueira, Dona Ivone Lara, Bebeto. O Dodô sempre ouviu Jorge Aragão e Benito de Paula. Eu sou fã do Jorge Aragão também, é o cara que mais me inspira. O Rafa gosta bastante do Thiaguinho... Mas acho que é isso, no consenso geral, a Turma do Pagode.

 

 

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