Damíris Dantas: Única jogadora de basquete negra na WNBA atualmente

Redaçãosetembro 17, 20204 min
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Nesta quinta-feira (17) acontece a segunda fase dos playoffs da liga de basquete feminino dos EUA. Na equipe do Minnesota Lynx está a brasileira Damiris Dantas, única mulher negra de nosso país a fazer parte, atualmente, da WNBA, a Associação Nacional de Baaquete Feminino, a liga profissional dos Estados Unidos, atualmente composta por 12 times. A liga foi fundada em 1996 como uma contrapartida a National Basketball Association (NBA).

Damaris está lá desde 2014, quando foi contratada e contou que, até se firmar na liga, aos 27 anos, foi um longo caminho.

“Estou há seis temporadas na WNBA, e para chegar aqui é muito trabalho até conquistar espaço. Depois que a Syl (Sylvia Fowles) se machucou, ficamos sem uma pivô 5 e a técnica queria que eu chamasse mais responsabilidade. Então foi um desafio, o time tem me ajudado e os números foram melhorando. Estou feliz”.

Considerada a melhor ala/pivô da temporada, a atleta falou sobre racismo e a importância da sua representatividade como única brasileira na principal liga de basquete do mundo.

“Comecei a me posicionar quando cheguei na WNBA e vi que toda atleta tinha sua própria voz e opiniões, defendia causas. Além disso, o meu time sempre nos abraçou e nos deu todo o suporte para falar junto à liga”, afirmou, em entrevista coletiva.

“Hoje estou muito ativa na minha luta e na minha causa contra o racismo. Eu tenho noção da minha representatividade, principalmente para minha família e pessoas que me acompanham. Recebo muitas mensagens de pessoas que se sentem representadas e acolhidas por mim. Recebi mensagens de meninas que começaram a jogar basquete por minha causa. Eu me sinto muito feliz por inspirar na vida delas, em todos os sentidos”, continuou.

Sobre representatividade, Damiris citou a veterana Janete.

“Ela foi a melhor jogadora de basquete do Brasil, tanto do masculino quanto do feminino e nunca teve o reconhecimento merecido, talvez porque ela é negra? Eu acho que sim, isso pesa muito. Por isso nós atletas temos que continuar nos posicionando e cobrando, para que as coisas possam mudar e tenhamos o reconhecimento que merecemos”.

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