Veja trechos da entrevista com o ator Luiz Antônio Gomes do Nascimento

 

TEXTO: Mabell Reippert | FOTO: Nilma Roza | Adaptação web: David Pereira

O ator Luiz Antônio do Nascimento | FOTO: Nilma Roza

O ator Luiz Antônio do Nascimento | FOTO: Nilma Roza

Luiz Antônio Gomes do Nascimento tem um currículo respeitado na dramaturgia brasileira – na televisão, no cinema e teatro. Além de ator ele é também professor de interpretação para a TV.

Confira trechos da entrevista com o ator Luiz Antônio Gomes do Nascimento:

Quando você percebeu que tinha talento para ser ator?

Comecei minha carreira muito novo, aos seis anos. Jogava futebol no Vasco, apesar de ser flamenguista (risos), e me chamaram para fazer um teste para um comercial, pois precisavam de meninos que jogassem bola. Foi aí que comecei a dar os meus primeiros passos como ator. Mas só tive certeza mesmo de que era essa a profissão que queria para a minha vida aos 13 anos, quando fiz a minha primeira novela, O Cravo e a Rosa, no papel do Buscapé.

Trocou o futebol pela dramaturgia? O que seus pais acharam disso? 

Meus pais desde sempre me incentivaram e incentivam até hoje. Eles foram os protagonistas da minha realização como ator. Eu era muito tímido mesmo na época em que jogava, só melhorei a partir dos oito anos, quando comecei a fazer cursos de interpretação para a TV. E fiz vários cursos! Foram quatro anos de teatro no Tablado, curso de interpretação para a TV com a diretora Cininha de Paula, com a atriz Andréa Avancini e com a preparadora de elenco Silvia Pareja, entre outros.

Qual foi o seu papel mais marcante até hoje?

É difícil dizer. Mas, entre os trabalhos que eu fiz, tem dois especiais: O Cravo e a Rosa e A Padroeira, em que vivi um personagem muito difícil. Eu era o Damião, que conversava com a Nossa Senhora Aparecida e era o irmão do Dom Fernão de Avelar,personagem do ator Maurício Mattar, que não aceitava ter um irmão negro.

E por falar nisso, você já sentiu o preconceito de perto?

Eu prefiro acreditar que o preconceito acontece com todos, mas já fui vítima de preconceito racial, sim. É triste ver que, em um país como o nosso, ainda existem pessoas que se assustam quando veem um médico ou um juiz negro.

Ser ator é o sonho de muitos jovens, mas sabemos que é uma carreira muito difícil. Algum conselho para quem está começando?

Não desista dos seus sonhos, tenha determinação e foco. Não deixe que nada atrapalhe a sua trajetória. Eu nunca imaginei que eu, um menino morador de uma comunidade, pudesse um dia realizar o sonho de ser ator profissional. O que eu tenho a dizer é que não é fácil, passei por muitas dificuldades, sim, mas hoje eu olho para trás e vejo como valeu a pena cada obstáculo superado.

 

Quer ver esta e outras matérias da revista? Compre esta edição número 169.

Comentários

Comentários