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ENTREVISTA COM O PROMOTER EVERTON NEGUINHO

  • Autor: redação redação

  • Publicado em: 16/10/2016

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Leia trechos da entrevista com o promoter sertanejo Everton Neguinho

 

TEXTO: Daniel Keny | FOTO: Divulgação | Adaptação web: David Pereira

Everton com a dupla Rio Negro e Solimões | FOTO: Arquivo Pessoal
Everton com a dupla Rio Negro e Solimões | FOTO: Arquivo Pessoal

Agora que você já sabe sobre a carreira do promoter sertanejo Everton Neguinho, leia trechos da entrevista com ele:

Como foi a sua infância?

Nasci em Osasco, fui criado no bairro Jardim Novo Osasco e estudei a vida inteira em escola pública. Aproveitei muito quando era criança, joguei bola, brinquei de carrinho, mas comecei a trabalhar muito cedo também.

Qual a sua relação com a família?

Quando minha mãe me adotou, era muito novinho, mas fui criado com muito amor. Desde criança sempre soube que era adotivo e até tenho contato com meus pais biológicos, que por coincidência fazem parte da família pela qual fui adotado. Minha mãe já me adotou com certa idade, hoje ela tem 77 anos. Morei com ela até 2011, ano em que me casei.

Quando começou a trabalhar? O que fazia?

Em meados de 2004, fazia parte da Guarda Mirim de Osasco, mas procurava um emprego. Foi quando surgiu a oportunidade de trabalhar em uma casa noturna da cidade, os proprietários precisavam de alguém para ajudar na coleta de latinhas e na limpeza geral. Para mim, a proposta era ótima, porque o salário era semanal. Mudei até o horário da escola para conciliar com o trabalho. Morava em um barraco de madeira com a minha mãe e frequentemente, quando íamos fazer compra no mercado, não conseguíamos levar pra casa tudo o que precisávamos. Aquilo me marcou, mas me motivou também.

Como se desenvolveu a sua carreira na promoção de eventos?

Os proprietários da casa, Alicio e Terezinha Lezo, na época o Rancho Musical, me colocaram em muitas funções: serviços gerais, chapelaria, copa, barman, caixa... Chegava ser engraçado, pois eu conversava muito, fazia amizade rápido com os clientes e acabava não fazendo o meu serviço direito. Eles me mudavam de posto, me davam bronca, mas não me mandavam embora. Acreditaram em mim porque perceberam que eu lidava bem com o público. Foi quando me passaram para a promoção, para trabalhar junto com os lhos deles, que são meus amigos até hoje. Comecei a aprender o trabalho e com o tempo passaram a me chamar de Neguinho. Quando o Rancho fechou, consegui trabalhos em outras casas de Osasco. Ia de ônibus, pegava os panfletos e passava na porta das baladas para distribuir. Em certo momento, não conseguia mais dar conta, então passei a chamar algumas amigas pra me ajudar. Acabei terceirizando o trabalho. O próximo passo foi fazer do meu aniversário um evento, a “Festa do Everton Neguinho”. Também realizei campeonatos de dança country e etapas da Queima do Alho, que é uma competição entre comitivas de comidas típicas. Também passei a organizar eventos em parceria com as casas de show, sempre vinculando o meu nome. Foi o pulo do gato: meu nome passou a ser conhecido a ponto de eu não ir mais atrás de casas, elas começaram a entrar em contato comigo. Em 2006 ou 2007, já estava selecionando as duplas sertanejas para eventos e rodeios, a pedido do empresário Marcos Pacheco. Foi muito por acaso. Fui ganhando experiência e pegando a confiança das pessoas, ao ponto de hoje ter a liberdade de divulgar os rodeios na principal casa onde trabalho, o Villa Country, e vice-versa.

Como muita gente no Brasil, você começou por baixo e buscou o seu espaço. O que você diria para alguém que sonha em trabalhar com eventos?

Quem sou eu para dar conselhos (risos), sou apenas uma semente no meio de grandes árvores como Marcos Pacheco, Fabio Polezer, Guilherme Rigo, Marco Tobal, entre tantos que me ajudam tanto e a quem devo gratidão. Acredito que Deus nunca abandona seus filhos, por mais forte que seja a tempestade. Portanto, acreditem nele e tratem todos com igualdade.

 

 

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