No mês de agosto, na cidade baiana de Cachoeirinha, acontece a festa de Nossa Senhora da Boa Morte. Saiba mais

 

TEXTO: Redação | FOTO: Rafael Cusato | Adaptação web: David Pereira

Festa de Nossa Senhora da Boa Morte | FOTO: Rafael Cusato

Festa de Nossa Senhora da Boa Morte | FOTO: Rafael Cusato

Durante cinco dias (de 13 a 17 de agosto), a cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano – a 116 quilômetros de Salvador – realiza a tradicional Festa da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, que ocorre desde a época do Brasil Império com forte sincretismo religioso, com influências da religião católica e do candomblé.

A Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte é composta por uma confraria de senhoras cujos requisitos são descender de escravos africanos e possuir mais de 50 anos de idade. A confraria surgiu quando um grupo de mulheres, ex-escravas, reuniu-se para conseguir a alforria de outros escravos do município. Essa tradição foi reconhecida como Patrimônio Imaterial da Bahia e passou a contar com o apoio do Governo do Estado para sua realização. O evento, que começa com a procissão das irmãs pelas ruas da cidade histórica em sinal de luto pela morte de Nossa Senhora, é carregado de fé e emoção e atrai milhares de turistas do mundo inteiro, principalmente, afroamericanos, interessados em cultura negra e religiosidade. Durante as festividades são realizadas missas na Capela de Nossa Senhora d’Ajuda e oferecidos carurus e cozidos, típicos pratos da cultura afro-brasileira.

Junto à Festa da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, a cidade de Cachoeira, por si só, é uma atração para quem deseja visitá-la em agosto. De clima tranquilo, o município foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), possui uma rica arquitetura (depois de Salvador, é a cidade baiana que tem o maior acervo no estilo barroco do país). Para aqueles que gostam da natureza, os passeios de barco pelo leito do Rio Paraguaçu são uma ótima opção para desfrutar todas as belezas da cidade. Depois da procissão das irmãs, a última etapa da festa religiosa, a festa ganha o seu lado ‘profano’, com diversas atrações musicais e uma grande manifestação popular toma conta das ruas, um verdadeiro carnaval fora de época com ritmos musicais para todos os gostos.

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