Ícone da música africana, Mory Kanté morre, aos 70 anos

O cantor e músico guineense Mory Kanté morreu na última sexta-feira(22), aos 70 anos, em um hospital de Conacri, na capital da Guiné. A notícia foi dada pelo filho do artista, Balla Kanté.

“Ele sofria de doenças crônicas e costumava viajar para a França para tratamento, mas com o coronavírus não foi mais possível. Ele morreu dormindo”, disse.

Apelidado de “griot elétrico”, Kanté popularizou a música africana e guineense em todo o mundo, principalmente com o clássico Yeké Yeké, um dos maiores sucessos da história da música africana, lançado em 1987. O disco vendeu milhões de cópias e dominou as listas de canções mais ouvidas em muitos países.

Nascido em uma famosa família de griots – contadores de histórias, músicos e poetas da cultura oral da África Ocidental – Kanté foi um dos primeiros artistas, junto com o Malian Salif Keita, a levar a música mandinga além de suas fronteiras.

Na década de 1980, Kanté revolucionou a música da África Ocidental, ao unir canções tradicionais das aldeias a ritmos eletrônicos e grooves urbanos.

De acordo com seu empresário, Juan Yriart, a causa da morte de Kanté é desconhecida. Ele planejava várias apresentações que depois foram adiadas para o ano que vem por causa do surto de coronavírus.

Nascido em 1950, Kanté rodou o mundo como principal representante do cenário musical africano e voltou para sua terra natal nos anos 2000, onde defendeu causas para ajudar refugiados e salvar florestas ameaçadas, de acordo com uma biografia em seu site.

Ele continuou fazendo música, e em 2014 se uniu a outros ícones da música africana para criar a canção Africa Stop Ebola em reação à epidemia que matou mais de 11.300 pessoas.

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