Legado de Lima Barreto é celebrado

O projeto #EspalheLima homenageará o autor durante todo o ano de 2022

Em comemoração ao centenário da morte de Lima Barreto, o projeto “Espalhe Lima Barreto” destaca o legado do jornalista, escritor e intelectual negro, por meio de vídeos, artes e textos em formato bilíngue e de livre acesso.  

O segundo vídeo com personalidades negras declamando trechos da obra do autor, foi disponibilizado na última sexta-feira (18/03) e traz a também escritora, Conceição Evaristo, apresentando a crônica “Muambeiro”. 

Muambeiro, por Conceição Evaristo

Além dos vídeos, a ideia do projeto é disponibilizar pinturas e ilustrações de artistas diversos inspiradas no escritor e textos completos em formato e-book. Segundo os organizadores do projeto, a escolha do mês de lançamento do projeto, fevereiro de 2022, busca justamente enegrecer o debate em torno às celebrações do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922.

“O apoio artístico e técnico da Baioque foi fundamental para a criação da plataforma Espalhe Lima Barreto. Sob coordenação do Brazil LAB (Universidade de Princeton) e da Companhia das Letras, esse projeto ilumina o legado de um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos, cuja obra foi silenciada pelo racismo e permanece atual frente aos dilemas contemporâneos. Ao longo do mutirão Espalhe Lima, nos tornamos uma única equipe e já estamos nos mobilizando para novas colaborações”, explica Guilherme Fagundes, antropólogo e representante do Brazil Lab.

Newman Costa, Diretor de Audiovisual da Baioque, explica que o movimento “Espalhe Lima” será uma oportunidade de reconhecer a vida e obra de Lima Barreto, mas também lançar nas redes conteúdo de impacto social, pilar caro à empresa. “Trazer sua obra, além de ampliar acesso a um conteúdo cultural riquíssimo, levanta uma provocação para que a sociedade reflita sobre questões como a exclusão social e o racismo. Já temos o exemplo do embranquecimento de Machado de Assis, contra o qual até hoje precisamos lutar, e o pequeno espaço dedicado a Lima dá continuidade ao apagamento da produção negra no Brasil. Para nós, este trabalho é uma homenagem, mas também uma luta”, conclui.

Idealizado por Lilia Schwarcz (professora titular da USP e Global Scholar na Universidade de Princeton), o projeto é uma realização do Brazil LAB (Universidade de Princeton) e da Companhia das Letras, com apoio do Princeton Institute for International and Regional Studies (PIIRS).

Foto: Biblioteca Nacional: https://www.bn.gov.br/acontece/noticias/2020/05/lima-barreto-voz-gente-povo

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Jornalista, pós-graduada em comunicação e saúde, produtora de conteúdo, defensora dos direitos humanos e promotora da equidade de gênero e raça. Escreve sobre beleza, identidade, autoestima, livros e filmes. É também idealizadora do Mundo da Rua Podcast.

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