A pedagoda Nilma Gomes luta por mais políticas educacionais no Brasil. Saiba mais

 

TEXTO: Daniel Keny e Fernanda Alcântara | FOTO: Marcello Casal/ABr | Adaptação web: David Pereira

A pedagoga Nilma Gomes | FOTO: Marcello Casal/ABr

A pedagoga Nilma Gomes | FOTO: Marcello Casal/ABr

A pedagoga Nilma Gomes é um exemplo de como a educação pode transpor a esfera acadêmica e passar a atuar de forma definitiva a vida das pessoas. Nilma possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mestrado em Educação pela UFMG e doutorado em Ciências Sociais (Antropologia Social) pela Universidade de São Paulo, além de pós-doutorado em Sociologia pela Universidade de Coimbra – Portugal.

Atualmente, é professora associada do Departamento de Administração Escolar da UFMG, Bolsista de Produtividade/CNPq e coordenadora-geral do Programa de Ações Afirmativas na UFMG e do NERA – Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Ações Afirmativas. Mineira de Ponte Nova, na região da Mata, Nilma é conselheira no Conselho Nacional de Educação, onde integra a câmara de educação básica, e desde 2010 ganhou projeção nacional quando deu parecer de que a obra 'As caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, tinha conteúdo racista. Os alvos principais do livro são a personagem Tia Nastácia e alguns animais, como o urubu e o macaco.

Embora a educação básica seja seu foco, ela afirma que as ações afirmativas, como a política de cotas nas universidades públicas, são as principais dificuldades na área da educação no Brasil.

Em abril deste ano, Nilma Gomes foi empossada no cargo de reitora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab). A posse de Nilma foi considerada uma conquista especial das mulheres negras que, através da educação, já conseguem chegar a altos cargos. Sendo a primeira mulher negra a assumir a direção de uma universidade federal, o destaque ficou para os avanços da questão étnico-racial no ensino superior. Os números mostram que, há quinze anos, os negros eram apenas 2% da população universitária. Hoje já são 10,7%. As iniciativas do governo federal, como a Lei de Cotas, ajudam a reverter esse quadro de desigualdades.
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