Mais da metade dos criadores trans do Brasil nunca foram contratados por marcas, aponta estudo

Durante YOUPIX Summit 2021: do Meme ao Negócio, realizado na terça-feira (14), a pesquisa Creators Trans do Brasil mostrou que muitos criadores trans não foram sequer procurados nos últimos seis meses

Durante o YOUPIX Summit 2021: do Meme ao Negócio, um dos eventos de influência mais relevantes da América latina, o estudo Creators Trans do Brasil mostrou que mais da metade dos criadores trans do país nunca foram contratados por marcas. O levantamento foi realizado pela agência de influência Mosaico, em parceria com a YOUPIX e a TransEmpregos.

O estudo mostrou que 45% dos criadores trans do Brasil não foram contratados nos últimos seus meses e 36% foram procurados apenas no Mês do Orgulho LGBTQI+. Para chegar aos resultados, a pesquisa realizou o mapeamento dos perfis, conteúdo e remuneração de 250 criadores de conteúdo.

De acordo com o Creators Trans do Brasil sobre os critérios considerados pelos criadores na hora de fechar um trabalho com uma marca, 57% responderam que levam em consideração o valor do cachê, 35% considera a forma de abordagem e 58% o posicionamento da marca.

A maioria dos criadores de conteúdo transgêneros do Brasil é considerada nano-influenciador (74%), aqueles que possuem menos de 10 mil seguidores, e estão no Instagram (79%). Além disso, 41,3% são compostos por homens trans, 39,1% de mulheres trans, 15,9% travestis e 13,2% não-binários. Relacionado à orientação sexual, 45% são heterossexuais, 23,8% bissexuais, 19% pansexuais e 6,9% gays.

Os dados mostram que as marcas ainda precisam lançar um olhar mais atento para as questões de diversidade. Referente a raça, de acordo com a assessoria do evento, a pesquisa segue as bases estabelecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a amostra se denominou 48,7% branca, 25,4% parda e 22,8% negra.

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