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Maroon 5, Super Bowl e uma polêmica racial… Por que 110 mil fãs não querem show no intervalo

Rihanna, P!nk e Cardi B teriam se negado a cantar no intervalo da final do futebol americano. Em 2016, jogador Colin Kaepernick se ajoelhou durante hino em protesto contra violência policial.

Os artistas costumam querer muito se apresentar no show do intervalo do Super Bowl, um dos eventos de maior audiência do mundo. A final do campeonato de futebol americano deste ano foi no domingo (3), com New England Patriots contra o Los Angeles Rams.

Contudo, neste ano, diversas estrelas não teriam aceitado o convite, um sinal de que a polêmica racial iniciada em 2016 envolvendo o jogador de futebol americano Colin Kaepernick ainda não desapareceu.

Grandes nomes da música como Rihanna, P!nk ou Cardi B teriam se negado a cantar no espetáculo do intervalo. O show busca entreter mais de 100 milhões de telespectadores.

A NFL, a Liga de futebol americano, luta para acabar com o debate iniciado por Colin Kaepernick desde que o ex-quarterback do San Francisco 49ers se ajoelhou durante o hino dos Estados Unidos antes de uma partida em protesto contra a brutalidade policial sofrida por negros no país.

Por que o Maroon 5?

Desde que a NFL escolheu como artista principal do show do intervalo o Maroon 5, grupo de pop rock. Surgiram na internet pedidos de boicote ao Super Bowl.

Uma petição no site exchange.org que pede ao Maroon 5 que se retire do compromisso em solidariedade a Kaepernick – que nunca mais conseguiu jogar na liga e está atualmente processando a NFL – reuniu mais de 110.000 assinaturas.

Para Vic Oyedeji, que iniciou a petição, o boicote é a única forma de fazer a NFL avançar nestes temas que dividem os americanos. “Os proprietários dos times da NFL só veem os resultados financeiros, sejamos honestos”.

Dois rappers negros, Travis Scott e Big Boi, se apresentarão no show do intervalo ao lado do Maroon 5, uma tentativa da NFL de acalmar os ânimos e diminuir a polêmica.

Principalmente porque a final será disputada este ano em Atlanta, uma cidade composta majoritariamente por uma população negra e que é o berço do hip hop.

A NFL também recrutou a lenda do soul Gladys Knight para cantar o hino americano antes do início da partida. Jay-Z, grande apoiador de Kaepernick, já havia recusado o convite para se apresentar no Super Bowl em 2017. O influente artista tentou, segundo a imprensa americana, convencer Travis Scott a fazer o mesmo.

Impacto limitado

Procurada pela agência AFP, a NFL não comentou o tema, mas, segundo a revista especializada Billboard, Scott aceitou se apresentar no show do intervalo do Super Bowl em troca de uma doação de 500.000 dólares da Liga a uma organização que trabalha pela justiça social.

O Maroon 5 fez um acordo similar com a NFL para doar um valor equivalente a uma organização que ajuda crianças em necessidade. “É assim que os chefões tratam os problemas raciais, colocando maços de dinheiro sobre a mesa”, lamentou Oyedeji.

O ativista também criticou a participação de Big Boi, membro do Outkast, uma famosa dupla de rappers de Atlanta.

David Allan, especialista musical da Universidade Saint Joseph, da Filadélfia, estimou que o Super Bowl não deve sofrer com essas ameaças de boicote. “É difícil boicotar o Super Bowl, o evento é grande demais”.

Fonte: G1 – Por France Presse

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