Morte de Kathlen Romeu completa 100 dias sem conclusão

Grávida de 14 semanas, a designer de interiores morreu vítima de bala perdida em ação policial na comunidade do Lins, zona Norte do Rio de Janeiro, em junho deste ano. Caso segue uma conclusão

A morte da designer de interiores Kathlen Romeu completa 100 dias sem a conclusão das investigações. A jovem de 24 anos, morta por um tiro de fuzil durante uma operação na comunidade do Lins, estava grávida de 14 semanas quando o crime aconteceu.

Sem solução, a investigação sobre a morte da jovem ainda não foi concluída pela polícia. Uma reconstituição do crime foi realizada pela Polícia Civil no dia 14 de julho e ficou estabelecido um prazo de dois meses para entrega do laudo, com o vencimento desse prazo sem entrega do documento pelas autoridades o crime segue sem conclusão.

O resultado da reconstituição ajudaria a esclarecer de onde veio o tiro de fuzil que acertou a jovem no tórax e também permitiria às autoridades policiais, analisar se a cena do crime foi alterada.

Entidades do movimento negro pressionam para que o caso receba atenção e relacionam a morte de Kathlen à necropolítica, conceito desenvolvido pelo cientista Achille Mbembe que analisa as mortes de pessoas negras nas operações policiais. Morta durante uma operação ilegal, a designer de interiores é mais uma vítima das mortes que acontecem nas comunidades durante supostos confrontos entre policiais e bandidos.

Relembre o caso

A designer de interiores Kathlen Romeu morreu vítima de bala perdida durante uma ação da polícia militar em um dos acessos à comunidade do Lins, localizada na Zona Norte do Rio de Janeiro. Kathlen tinha 24 anos e estava grávida de 14 semanas. Ela chegou a ser levada para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Em nota oficial, a assessoria da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que os policiais iniciaram um confronto após serem atacados a tiros por criminosos na localidade conhecida como “Beco da 14”. Ela foi encontrada por PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Ainda de acordo com a nota, “buscas foram realizadas na região e os agentes apreenderam um carregador de fuzil, munições de calibre 9mm e drogas ainda não contabilizadas”.

Segundo a Polícia Civil, “testemunhas serão ouvidas e diligências realizadas para esclarecer todos os fatos e identificar de onde partiu o tiro que atingiu a vítima”. Logo após a notícia, moradores do Lins, local em que Kathlen morava, fizeram um protesto na Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá.

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