Conheça o farmacêutico-maestro Estevão de Oliveira

 

Texto: Oswaldo Faustino | Foto: Divulgação | Adaptação web Sara Loup

Estevão de Oliveira tocando o seu piano azul  |  Foto: Divulgação

Estevão de Oliveira tocando o seu piano azul | Foto: Divulgação

Quem não conhece Estevão de Oliveira, em Porto Alegre, sempre fica surpreso, ao entrar na MusifarmaFarmácia e Manipulação, no bairro Navegantes. Da porta já se avista o imponente piano azul, onde o farmacêutico-maestro se livra da tensão diária e se exercita, quando não está atendendo à clientela ou manipulando algum medicamento. Ele conta com orgulho que começou a aprender música aos seis anos, naquele mesmo piano, comprado por seus pais, há 50 anos.

Em algumas noites de sábado, desde outubro de 2007, o mesmo piano é visto na carroceria de uma caminhonete, sob o Viaduto Dom Pedro I, na esquina da Rua José de Alencar com a Av. Praia de Belas, no bairro Menino Deus, encantando os freqüentadores do Churrasquinho D’Gatto. A iniciativa voluntária tem o nome de Projeto palco Aberto: ...um piano nas ruas. Estevão explica: “Quero desmistificar o piano como um instrumento de elite, perante a comunidade”.

As mãos ágeis do artista e produtor cultural executam os mais variados estilos musicais: do erudito à música nativista gaúcha, daMPBhits internacionais. Aquele local sob o viaduto já é considerado um point cultural de Porto Alegre. “Meu sonho agora, confessa Estevão, é conseguir financiamento público para adquirir um palco itinerante e levar cultura às populações carentes da periferia da cidade”, diz.

Por sinal, cultura e educação são a principal marca da família Oliveira: Leunice, esposa de Estevão, é pesquisadora acadêmica, doutora em Pedagogia, professora universitária e desenvolve vários projetos sociais e humanitários; Letycia, a filha mais velha, é cantora e acaba de lançar seu primeiro CD, intitulado Cores; o caçula Lucas é formado em Educação Física e trabalha no Grêmio como analista dos jogos e desempenho dos atletas; e Vinícius, o filho do meio, é capitão do Exército e estudante de Direito. O olhar do maestro brilha ao falar da família e de seu instrumento musical: “Fico feliz em lembrar que foi com esse mesmo piano que ensinei as primeiras notas aos meus filhos e lhes transmiti o amor às artes e à cultura, base fundamental para a formação humana”.

 

Quer ver esta e outras colunas e matérias da revista? Compre esta edição número 150

Comentários

Comentários