Nações africanas pedem que ONU promova debate sobre racismo

Fernanda Oterojunho 15, 20204 min
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As 54 nações africanas enviaram na última sexta-feira (12), uma carta ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas pedindo que se promova um debate sobre a violência policial contra o povo negro no mundo.

A carta foi escrita pelo embaixador de Burkina Faso e pede que o órgão organize um debate urgente sobre as “violações de direitos humanos de inspiração racial” e “brutalidade policial contra pessoas de ascendência africana”.

O Conselho de Direitos Humanos deve se reunir ainda essa semana para concluir a sua 43ª sessão. O encontro que aconteceria dia 20 de março em Genebra teve que ser adiado por causa do coronavírus.

A carta está endereçada à presidente do Conselho, Elisabeth Tichy-Fisslberger, da Áustria e para ser analisada, precisa do apoio de ao menos um dos 47 Estados-membro.

 

Violência policial nos EUA deixa mais uma vítima

A carta foi lançada no mesmo dia em que o negro Rayshard Brooks, 27, foi morto em uma operação policial na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos. Brooks foi alvejado por um policial branco, chegou a ser socorrido e operado, mas não resistiu aos ferimentos. O policial foi demitido e a chefe da polícia local, no cargo desde 2016, pediu demissão.

 

Ativistas demandam retirada de estátuas 

A derrubada da estátua de Edward Colston, traficante de escravos do século 17, (conforme noticiado pela Raça na última semana) inspirou ativistas dos EUA a fazerem o mesmo. Não é um movimento novo, mas ganha importância no momento em que a sociedade precisa rever seus símbolos e heróis.

Em Boston, a estátua de Cristóvão Colombo teve a cabeça arrancada e foi derrubada por manifestantes. Outros símbolos de políticas genocidas, escravagistas e nazistas que perpetuam a supremacia branca foram tombados na Virginia e Salt Lake City.

 

*Com informações da Al Jazeera e Curbed

*Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião da RAÇA, sendo de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.

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Fernanda Otero

Correspondente da RAÇA na Europa e Africa é Jornalista e Tradutora. Foi selecionada com outros cinco jornalistas brasileiros pela Fundação Thomson-Reuters para um curso sobre os Objetivos do Milênio (2015).

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