Conheça a história do capoeirista Dinho Nascimento

 

TEXTO e Ilustração: Leandro Valquer | Adaptação web: David Pereira

O capoeirista Dinho do Nascimento | Ilustração: Leandro Valquer

O capoeirista Dinho do Nascimento | Ilustração: Leandro Valquer

 

Capoeirista de grande valia, Dinho Nascimento aprendeu sua arte nas rodas de capoeiragem na Bahia de Todos os Santos e, além dos golpes e esquivas nessas rodas, Dinho desenvolveu, acima de tudo, sua apurada sensibilidade musical. Em festas e manifestações de rua, outro tanto aprendeu. Zanzou pela Universidade Federal da Bahia, estudando no seminário livre de música e, vez por outra, mostrava alguma coisa nos festivais estudantis. No final dos anos 1970, Dinho Nascimento – com sua percussão e seu berimbau – integrou uma banda de rock com tempero baiano bem apimentado na africanidade: era a Arembepe.

Com ela seguiu para o Rio de Janeiro e, depois, para São Paulo, onde se radicou. Em Sampa criou seu berimbau elétrico e o berimbum, isto é, um berimbau de tonalidade extrabaixa, feito com corda de contrabaixo e tocado com arco de viola. Dinho Nascimento inventou uma maneira muito original de tocar berimbau, a qual ele chamou de berimbau-blues, em que se utiliza de um copo para fazer distorções e o ritmo de blues.

E foi em São Paulo que ele construiu carreira solo e gravou três discos: Berimbau Blues, Gongolô e Ser-Hum-Mano. Em rodas de “vadiagens” com alguns amigos na Praça do Morro do Querosene, inventou a orquestra de berimbau do bairro. E é no Morro do Querosene que ele também realiza trabalhos sócioculturais-educativos, ensinando as crianças a tocar e construir seu próprio berimbau.

 

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