Fábio Rogério escreve em sua coluna sobre Tupac Shakur e o empreendedorismo na música

 

TEXTO: Fábio Rogério | FOTO: Cláudio Lira | Adaptação web: David Pereira

 

O colunista da Revista Raça, Fábio Rogério | FOTO: Cláudio Lira

O colunista da Revista Raça, Fábio Rogério | FOTO: Cláudio Lira

Tupac é um dos poucos que conseguiu imortalizar seus discos, até mesmo os póstumos. Talvez seu erro tenha sido não respeitar algumas cores da vida, como o verde da esperança, que gera avanços, e o vermelho das ruas, onde o sangue é derramado. O perigo de adentrarmos no inconsciente coletivo é o pior que existe. Quando somos obrigados a fazer o pior para evitar o mal é hora de parar. Entendam: o Mal não é acidente de percurso, é acumulativo.

Quando Tupac faleceu, Thaide & DJ Hum cantavam “que tempo bom que não volta nunca mais”, DJ Grand Master Duda criava hits na extinta rádio Manchete de São Paulo, Jorge Ben continuava incompreendido por algumas pessoas por falar de ocultismo no álbum “Tábua de Esmeralda”, os Racionais MCs se preparavam para vender um milhão de discos e a famosa equipe Chic Show entrava em estado de alfa que durou longos anos.

Exemplo de empreendedorismo, Shakur mostrou ao mundo que fidelizar o público é a meta. Creio que o grande desafio de quem quer propagar seu trabalho é saber se organizar. O retorno é significativo, o custo é viável e coloca o artista no mapa. As redes sociais também estão aí para facilitar a interação com o público. Quem está nas redes, as utiliza para conhecer pessoas, e não apenas para cadastrar contatos. O termo navegar remete a desbravar o mar em busca de um objetivo horizontal, mas acho que, dentro desse contexto digital, ele é vertical, visa o crescimento. Antes de querer verticalizar algo, temos que imaginar o ponto de chegada, para depois torná-lo real. Para chegar ao objetivo é preciso se preparar para evitar falhas que possam ser prejudiciais no futuro. Uma apresentação mal feita é um erro primário e pode custar caro.

Hoje, o “quem indicou” vem das assessorias de imprensa. Delas podem sair ótimos contatos.

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