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O POVO DOGON E A ASTRONOMIA

  • Autor: Redator

  • Publicado em: 20/10/2016

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Saiba qual a relação do povo Dogon com a astronomia

 

Texto:Oswaldo Faustino| Foto: Divulgação | Adaptação web Sara Loup

O povo Dogon e a astronomia | Foto: Divulgação
O povo Dogon e a astronomia | Foto: Divulgação

Olhar para o céu e orientar-se pelos corpos estelares faz parte da história da humanidade desde muito tempo. De acordo com os especialista, o início dos estudos astronômicos começa com os egípcios, no período de 750 a.C, quando eles utilizavam o ciclo solar para contar o tempo.

Desde então, só é considerável digno de registro no campo da astronomia as descobertas ocorridas na Europa e nos Estados Unidos, com a chegada de um eclipse previsto pelo grego Tales de Mileto, em 600 a.C, a elaboração do primeiro mapa astronômico, em 350 a.C, por Eudóxio de Cnidos, até as mais atuais realizações da NASA. Porém, conhecer o cosmos não é exclusividade de europeus e norte americanos.

O povo Dogon, do Mali, há séculos transmite, de geração a geração, detalhes sobre a Constelação Cão Maior e seus ciclos orbitais. Sabem tudo sobre a estrela Sirius e de uma menor conhecida somente na Europa, chamada pelos Dogon de Po Tolo (estrela semente), formada por um metal denso chamado sagala. No final dos anos 40, cientistas europeus conviveram com os Dogon e, na década seguinte, publicaram seus estudos, confirmando esses conhecimentos.

A estrela Sirius passou a se chamar Sirius A, e está a 8,6 anos-luz no sistema solar, sendo 21 vezes mais brilhante que o Sol. A Sirius B demora 50 anos para completar sua órbita em torno da Sirius A e é 10 vezes menor do que ela. Mas com seus modernos e precisos equipamentos, os cientistas conseguiram provar que os Dogon estavam errados e que essa órbita na verdade demora 50,4 anos. Pode rir, se quiser!

 

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