O colunista Fábio Rogério escreve sobre os Bailes Nostalgia em São Paulo

 

TEXTO: Fábio Rogério | FOTO: Cláudio Lira | Adaptação web: David Pereira

O colunista da Revista Raça, Fábio Rogério | FOTO: Cláudio Lira

O colunista da Revista Raça, Fábio Rogério | FOTO: Cláudio Lira

Pelos Clubes e Salões, as festas intituladas de samba-rock mesmo que esse rótulo não agrade a alguns precursores, existem. Estilo de dança com origem em São Paulo, a partir de bailes e festas familiares do finaldos dos anos 60, o Samba-rock mistura movimentos do antigo rock and roll com passos do samba de gafieira com o tempo musical bem definido em relação à dança.

Alias alguns Djs tocam Rock House, de Ray Charles, na rotação 45, ou seja , mais acelerada - o que é inadmissível para algunsmais conservadores.

NA NOSTALGIA - Estamos na fase da eletro bossa e o ritmo marcante e hipnotizante continua. Em São Paulo, ainda é comum ver panfletos divulgando festas de nostalgia. Aliás, um local que sobrevive até hoje é o Green Express, no centro de São Paulo, às sextas feiras. Na minha opinião, alguns eventos só não agregam mais público devido às inúmeras regras.

O charme dos assim chamados Bailes Nostalgia reside em todo um ritual que envolve um certo glamour muito cultuado principalmente nos anos 70 e 80. Talvez, por isso mesmo, ainda exista a impossibilidade de entrar em estilo mais esportivo em certos espaços. Em alguns eventos, por exemplo, tênis é proibido . Certa vez, um grupo de nigerianos, curiosos em conhecer um pouco mais das nossas festas nostálgicas, me relataram que foram impedidos de dançar por estarem de tênis (que custa quase o triplo de um sapato tradicional). Lamento pois, mesmo ciente das origens de tais regras e costumes, num momento tão difícil de fidelização de público nestes eventos, medito que o crescimento e a força do movimento exija mais bomsenso que imposições .
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