Paixão pelo estilo

Por: Flavia Cirino

Vestir algo que lhe agradasse e mantivesse seu estilo fashion, foi o que motivou o Luis Paixão a se dedicar à moda. Natural de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, há três anos ele comanda a grife Kryolo Carioca, mantendo um box de vendas em Madureira, na Zona Norte carioca.

Diante da crise que assolou a todos em virtude das determinações de isolamento social em função da pandemia do coronavírus, o afroempreendedor teve que se reinventar.

“Estávamos com uma coleção de inverno pronta e veio a pandemia. A loja fechou e  fiquei perdido diante dessa situação. Precisava fazer algo, colocar tudo o que criamos em prática. Tive que me reestruturar: peguei todas as peças e montei um estoque em casa. Diante disso, tive que pensar em fazer algo que se aproximasse da galera de forma segura, que não colocasse ninguém em risco. A ideia inicial, antes desse caos, era fotografar a coleção na Pedra do Sal, e como estamos batendo na tecla para que a galera  que em casa, tive a ideia de fazer um ensaio batizado de ‘Kryolo em casa’, mostramos as nossas peças dentro de um apartamento, conscientizando para que todos respeitem esse momento”, disse ele à RAÇA.

Citada entre as grifes de moda afro que vendem para negros, no Brasil, a Kryolo Carioca exalta o empoderamento negro e LGBTQI+.

“Toda classe desfavorecida, que sempre foi escrotizada pela sua vestimenta. Acima da cor da pele, identidade de gênero, queremos dar vida e voz a essas pessoas através da vestimenta”, enfatiza É ele mesmo quem desenha as peças, contrata os modelos e dirige os ensaios fotográ cos. Além do box, as vendas são feitas através de um site, além das redes sociais Instagram e Whatssap, alternativas primordiais para ampliar os canais de venda durante a quarentena.

Luiz Paixão, de 30 anos, destaca ainda que suas peças não têm gênero. Entre seus clientes estão os bailarinos das cantoras IZA e Ludmilla.

“Meu público principal é o masculino, mas trazemos a pegada das roupas que não têm

 gênero. Aproveitamos a modelagem masculina nas meninas e quebramos o paradigma de roupa de homem e roupa de mulher. Nosso público não tem muita de definição de gênero. Eles querem se vestir bem, querem uma roupa fashion. Algumas peças são exclusivas e a gente acaba pegando os dois públicos com um corte só, o que traz pra marca um custo menor. Com o padrão masculino imposto pela sociedade, vestimos também as mulheres.”

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