Raça Indica: Livros

Por: Maurício Pestana

A seleção desta semana são 4 livros para ler e/ou adquirir que são essenciais dentro das abordagens pretas:

ESCRITOS DE UMA VIDA

Sueli Carneiro

Escritos de Uma Vida : Carneiro, Sueli: Livros — Amazon

É muito bem-vindo este livro da filósofa e ativista Sueli Carneiro. Militante de longa data, co-fundadora do Instituto Geledés, Sueli vem se tornando uma das mais importantes pensadoras brasileiras. Os artigos reunidos no livro, conforme diz no prefácio Conceição Evaristo, “fazem de Sueli Carneiro uma griot da escrita e cumprem um especial papel junto às gerações mais novas”.

Ajudando a pensar a situação da mulher negra, os artigos também servem para orientar ações no sentido do combate às diversas desigualdades de gênero e de raça. Sueli escreve com ousadia e com aquela determinação das pessoas que sabem que algumas coisas estão aí para serem mudadas.

Maiores informações: www.grupoeditorialletramento.com

COLEÇÃO PENSAMENTO PRETO VOL. II

Vários autores

Depois da Roda on Twitter: "A União dos Coletivos Pan-Africanistas convida  o povo preto para o lançamento do livro "Pensamento Preto II:  Epistemologias do Renascimento Africano". Nah Dove, Malcolm X, Audre Lorde.

A reflexão sobre as condições de vida dos afrodescendentes é um exercício que deve ser permanente, porque nos conhecermos é um modo de nos elevarmos espiritualmente. No início do século XX, o jamaicano Marcus Garvey dava muita importância para o autoconhecimento e tinha a educação como prioridade. Junto com outros ativistas e intelectuais, era movido pelo ideal de consolidar um sistema social, político e econômico independente para os africanos e seus descendentes e foi fundamental para a expansão do pan-africanismo, que, mais que uma ideia ou ideologia, talvez seja o sentimento de pertencimento a um lugar, a uma história, a um povo.

A herança de Marcus Garvey e de ativistas como Malcolm X, Frantz Fanon e Kathleen Cleaver, dentre outros, está presente na Coleção Pensamento Preto, organizada por Abisogun Olatunji Oduduwa e Ammit Garvey
e editada pela União de Coletivos Pan-Africanistas. Há textos imperdíveis, tais como o de Malcolm, que reflete sobre a (in) adequação do termo negro, o de Patricia Hill Collins sobre as semelhanças e diferenças entre mulherismo e feminismo ou o de Carlos Moore sobre o papel estruturante do racismo no mundo contemporâneo, além de outras reflexões fundamentais, que podem nos iluminar nesses atuais tempos de incerteza.

Maiores informações: [email protected]

AS COISAS SIMPLES DA VIDA

Elaine Marcelina

As coisas simples da vida | NANDYALA LIVRARIA & EDITORA

Compartilhar um bom café é uma coisa simples, mas que guarda um certo encanto. Compartilhar um bom
café e uma boa conversa envolve afeto. E o afeto é uma dessas coisas simples que nos fazem imensamente felizes. Neste infanto-juvenil, Elaine escreve sobre mãe e filha, que compartilham café, conversas e amor. A mãe ouve a filha descrever os sonhos que teve e tem, enquanto as duas descobrem no café o gosto bom de compartilhar momentos de cumplicidade. São atos cotidianos, simples e verdadeiros. E não seriam as coisas simples as mais importantes na vida?

Ilustrações: Gleiciane Dias

Maiores informações: www.facebook.com/nandyalalivrariaeditora

POEMAS ANTOLÓGICOS

Solano Trindade

Poemas Antológicos de Solano Trindade : Solano Trindade, Zenir Campos Reis,  Marco Haurélio, Raquel Trindade: Livros — Amazon Brasil

Solano Trindade é um poeta cuja obra parece imune às ações do tempo. Pesquisador de cultura popular, co-fundador da Frente Negra Pernambucana, do Teatro Popular Brasileiro e incentivador de iniciativas como a agradável feira de artesanato do Embu das Artes, além de pintor e boêmio, Solano vem influenciando e inspirando gerações de poetas, especialmente os ligados à poesia afro e periférica.

Seu poema de mais forte apelo popular, “Tem Gente com Fome”, já foi musicado e gravado por cantores como Nei Matogrosso e ecoa constantemente nas vozes que reverberam em rodas de poemas e saraus. Muito justo, pela denúncia contundente que traz, sem abrir mão do lirismo. Outra característica da poesia de Solano é o afeto.

O amor é cantado constantemente pelo poeta, sendo evocado em poemas para seu povo e para sua amada: “Eu tenho uns versos bonitos / pra cantar pra minha amada / sempre sempre desdobrada / em beleza e formosura”. Solano morreu em 1974, mas em 1976 voltou aos braços do povo como tema da escola de samba Vai-Vai. Cento e onze anos depois de seu nascimento, a obra de Solano está mais viva que nunca e ler seus textos é algo sempre motivador.

Maiores informações: http://www.lojanovaalexandria.com.br

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