Veja como está a saúde da população negra no Brasil

 

Texto: Redação | Foto: Guilherme Kanno

Saúde da população negra no Brasil | Foto: Guilherme Kanno

Saúde da população negra no Brasil | Foto: Guilherme Kanno

Uma das principais causas da desigualdade no tratamento entre brasileiros, o racismo compromete a saúde e a vida de mais da metade da sociedade, ou seja, os negros, e ter uma política específica para a população negra é evidenciar e corrigir as distorções que impedem um tratamento igualitário aos afrodescendentes. É assumir o enfrentamento do racismo que faz mal à saúde “para quem é vítima do racismo”.

Segundo a médica Jurema Werneck,coordenadora da ONG Criola e integrante do Conselho Nacional de Saúde, o conceito de saúde da população negra baseia-se em três pilares que, se não forem considerados,nada se alterará:

Racismo: presente nas relações sociais, nas instituições e nas políticas públicas.

Disparidades: diferenças na incidência, prevalência, mortalidade, carga de doenças e outras condições de saúde adversas.

Cultura afro-brasileira: processos de diagnóstico, alívio e cura que devem ser conhecidos e valorizados.

“O racismo continua de variadas formas e, todo mundo sabe. Estamos ainda perdendo os nossos de causas que poderiam ser evitadas”, afirma Jurema, que participou da conferência sobre saúde da população negra na Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz (Ensp), organizada pela Cooperação Social da Ensp, em parceria com sua vice-direção de ensino e mediado por Carla Moura Lima, doutoranda em ensino em Biociências Saúde no Instituto Oswaldo Cruz e membro do GT de Educação Popular em Saúde da Abrasco

 

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