Por anos suei frio com medo de sair do salão parecendo um poodle

Eu já cortei meu cabelo em todos os tipos de salão e em uma fase específica da minha vida, nem ligava muito se dava certo ou não, apenas cortava. Quando não ficava bom, cortava de novo ou corria para a casa da minha mãe e pedia para ela arrumar. Por sorte, nunca fiquei parecendo um poodle, mesmo louca de vontade de usar franja.

A questão é que nessas inúmeras vezes, percebi que quando meu cabelo era cortado seco o resultado era infinitamente melhor, mesmo quando entregava minhas madeixas em salões sem profissionais especializados em cuidados para o meu tipo de cabelo (crespo tipo 4A).

Aprendi que a primeira coisa a dizer quando entrava em um salão de cabeleireiro era perguntar se poderiam cortar meu cabelo seco. Se os profissionais torciam o nariz, eu apenas saia e buscava outro salão. Tenho certeza que muitos desses profissionais que torciam o nariz para minha pergunta, hoje, estão buscando especialização para o cuidado de cabelos crespos e cacheados.

Então, se o seu cabelo é crespo ou cacheado minha dica de ouro é exigir corte com o cabelo seco. Se possível, peça também para o profissional que estiver atendendo você, para garfar os fios (usar pente garfo) para dar um pouco mais de volume, para que ele e você tenham noção exata da estrutura dos fios.

Procurar salões e profissionais especializados e aprender a cortar ou ao menos fazer a manutenção do corte em casa, poderá ser econômico e menos traumático.

No capítulo 10 do livro “O Manual da Garota Cacheada”, Lorraine Massey dá várias dicas para fazer a manutenção do corte em casa, respeitando a estrutura, a curvatura, o volume e o caimento do cabelo. Para isso ela sugere que você use uma tesoura profissional (a marca que ela mais gosta é a Hikari), um espelho fixo e outro de mão e um local bem iluminado.

As tesouradas devem ser bem pensadas e pacientemente feitas cacho a cacho. Se o cabelo é crespo e não forma cachos, o pente garfo poderá ser um grande aliado. O mais importante é cortar e observar o caimento para ter certeza de que um lado não ficou maior do que outro, por exemplo. Mas, as dicas só servem para manutenção – exceto se você tiver realmente habilidade para isso. Para cortes radicais e big chop o melhor é procurar um especialista.

 

Rachel Quintiliano

Jornalista, pós-graduada em comunicação e saúde, consultora na área de comunicação, planejamento e sistematização com foco em saúde, gênero e raça e empreendedora do ramo de cosméticos.

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