Senegalês cria teste para detectar a Covid-19

Redaçãojunho 3, 20204 min
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Diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), o médico virologista senegalês Amadou Alpha Sall de 57 anos, está à frente da equipe que desenvolveu um teste para detectar o contágio pelo coronavírus, cujo resultado fica pronto em menos de 10 minutos, com o custo de um dólar (equivalente a quase R$ 6).

Caso seja aprovado, estima-se que o teste – que será fabricado no Senegal e no Reino Unido – esteja disponível para distribuição na África até junho.

O protótipo desenvolvido pelo laboratório DiaTropix, ligado ao Instituto Pasteur, e a Mologic, uma empresa de biotecnologia britânica, é semelhante a um teste de gravidez. Ele pode detectar infecções atuais, através da saliva, ou a infecções prévias, através de anticorpos. De acordo com o Dr Amadeo, até mil testes podem ser analisados por dia e 4 milhões produzidos por ano.

“Não há a necessidade de um laboratório muito equipado. É um teste simples que pode ser feito em qualquer lugar”, afirmou.

Atualmente, a maioria dos testes para diagnóstico da Covid-19 usa a técnica PCR, que detecta sequências do RNA do vírus – algo caro e que demanda tecnologia de ponta. Os testes em estudo no Senegal facilitariam a distribuição pela África.

A África do Sul é o país mais afetado pela doença, no continente africano, com 18 mil casos confirmados e 369 mortes, segundo a Universidade Johns Hopkins. O Senegal já registrou 2,8 mil casos, com 30 mortes.

O laboratório DiaTropix, do doutor Sall, é um dos mais avançados na pesquisa de doenças tropicais na África, como a Dengue e o Ebola. Entre 2002 e 2004, Sall trabalhou no Camboja, na Ásia, no desenvolvimento de um tratamento para a hepatite viral. Em 2005, atuou como membro do Comitê Emergencial da OMS para combater o Zika Vírus. Ao todo, o médico já publicou mais de 100 artigos científicos e estudos sobre a contaminação por vírus. Em 2015, foi premiado pela Unesco por conta do seu trabalho com doenças virais. As pesquisas do doutor Sall são feitas em parceria com o Instituto Pasteur, do Reino Unido.

No Brasil, cuja população é de 209,5 milhões (ou seja, 13 vezes maior que a do Senegal), a Covid-19 matou – arte o fechamento desta matéria – 31.417. Foram confirmados 560.737 e destes, 253.570 se recuperaram.

 

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