Conheça a história de luta contra o racismo de Steve Bantu Biko

 

Texto: Oswaldo Faustino | Foto: Divulgação | Adaptação Web Sara Loup

Steve Bantu Biko | Foto: Divulgação

Steve Bantu Biko | Foto: Divulgação

12 de setembro de 1977. Forças policiais do governo racista sul-africano assassinaram o ativista antiapartheid Steve Bantu Biko, autor da frase: “Um dia nós estaremos em condições de dar à África do Sul o maior dos presentes: uma face mais humana”. Profecia que só se realizou 13 anos após sua morte.

Em 1968, o então jovem estudante sul-africano Biko e seu grupo se revoltaram contra a União Nacional dos Estudantes Sul- Africanos (NUSAS), formada por 90% de brancos, cuja diretoria não tinha um negro sequer. Reunidos em Marianhill, os revoltosos criaram a Organização dos Estudantes Sul-Africanos (OESA), cujo primeiro presidente foi o próprio Steve Biko. A OESA organizou manifestações que não se viam na África do Sul desde 1960, quando foram banidos o Congresso Nacional Africano e o Congresso Pan-Africanista.

Aos que acusavam a organização de ser racista contra os brancos, Biko respondia: “O racismo não implica apenas a exclusão de uma raça por outra. Ele sempre pressupõe que a exclusão se faz para fins de dominação”. Ao afirmar que “racismo e capitalismo são faces da mesma moeda”, foi acusado de ser comunista e, assim, surgiu um novo motivo para ser banido.  Em 1973, Biko foi proibido de se reunir com mais de uma pessoa por vez, participar de manifestações e até de ter suas frases citadas em falas de outras lideranças.

Preso em 6 de setembro de 1977, sofreu longas sessões de tortura, acorrentado numa janela do presídio Sanlam, em Port Elizabeth. Acometido de hemorragia cerebral no dia 11, jogaram seu corpo nu na traseira de um Land Rover da polícia. Seguiram-se 12 horas de sacolejo rumo ao Presídio Central de Pretória, onde, no dia seguinte, sua morte foi constatada no chão frio de uma cela vazia. Artistas e ativistas comprometeram-se a não deixar seu nome cair no vazio.

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