Em sua coluna, Oswaldo Faustino conta a história do militante negro Eldridge Cleaver

 

TEXTO: Oswaldo Faustino | FOTO: Reprodução | Adaptação web: David Pereira

O ex-Pantera Negra Eldridge Cleaver | FOTO: Reprodução

O ex-Pantera Negra Eldridge Cleaver | FOTO: Reprodução

Tanto no Brasil quanto nos EUA, a explosiva década de 1960 gerou na áfrica e na Europa um sentimento libertário que perpassava por toda a militância negra da época. Na década seguinte, nós que militávamos no Movimento Negro, devorávamos com avidez todos os escritos que nos caíam às mãos. Um deles, lançado em 1968, tornou-se o livro de cabeceira da maioria: “Soul on Ice – Alma no Exílio”, na versão brasileira –, do ativista afro-americano Eldridge Cleaver, Ministro da Informação e Chefe da Seção Internacional do Partido dos Panteras Negras para a Auto Defesa. De repente, 15 anos depois, uma bomba explodiu nas cabeceiras da militância: divorciado da professora de Direito Kathleen Neal Cleaver, ex-Pantera Negra também, ele se tornou mórmon e, pior, entrou para o Partido Republicano, de Ronald Regan e dos Bush, pai e filho, a quem combatia ferozmente em tempos passados.

Três anos depois, numa entrevista à revista Reason, em seu apartamento em Berkeley, na Califórnia, ele explicou as mudanças no rumo de sua história e pensamentos. Iniciou relembrando sua passagem por reformatórios, desde os 13 anos, por tráfico de drogas e estupros, e falou da sua reclusão na penitenciária de Folsom, onde, em convivência com presidiários islâmicos, politizou-se, tornou-se fã incondicional de Malcolm X e descobriu seu talento para a escrita.

Confira a segunda parte da coluna escrita por Oswaldo Faustino sobre Eldridge Cleaver

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