Conheça a história da advogada negra Fabiana Carvalho

 

Texto: Redação | Foto: Arquivo pessoal | Adaptação web Sara Loup

Fabiana Carvalho | Foto: Arquivo pessoal

Fabiana Carvalho | Foto: Arquivo pessoal

Fabiana Justino de Carvalho, de 30 anos, é advogada com pós-graduação em Direto Tributário. A paixão pela profissão aconteceu de forma gradual. “Fui fazer meu teste vocacional no segundo colegial. O resultado foi Direito, Educação Física e Nutrição. Comecei a me informar e entrei para o curso.Conforme os semestres foram passando, percebi que realmente era isso o que eu queria fazer para a vida toda”, conta Fabiana, que não luta apenas pelo direito individual do cliente, para ela, a justiça social vem em primeiro lugar.

“Meu objetivo é trabalhar pelo próprio Direito, por meio da liberdade e contra qualquer arbitrariedade, ilegalidade e injustiça.”Pessoalmente, Fabiana é uma mulher vaidosa, mas sem exageros. Cremes para o corpo (já que a pele negra ressaca com facilidade) e atividades físicas para manter a forma são essenciais, mas se tem algo que ela cuida de verdade são suas madeixas. “Minha vaidade, na verdade, é o meu cabelo. Brinco que é meu único luxo. Não sou de fazer nenhuma loucura ou gastar horrores por causa de vaidade”, assume.

No quesito educação e cultura, esta advogada de Piracicaba, no interior de São Paulo, diz não conseguir mensurar a importância que ambas têm em sua vida (cabe aqui uma menção aos pais, que,mesmo sem muitas condições financeiras, sempre a incentivaram).“Sem ela, a educação  não teria me tornado profissional, não conseguiria lidar com as pessoas, nem com as dificuldades da vida. Uma mulher negra e educada é essencial não somente para o crescimento pessoal, mas acredito que para toda a sociedade, pois certamente tentará propiciar aos seus filhos a mesma educação que teve, iniciando um ciclo que terminará com o desenvolvimento da sociedade negra e do país, em geral”, explica Fabiana.

Mesmo com tanta diferença entre homens e mulheres, principalmente mulheres negras, ela não se considera uma exceção. “A proporção de mulheres negras nos fóruns estaduais,trabalhistas e federais ainda é pequena diante do número de mulheres que os frequentam. Mesmo assim, o crescimento é patente. Não costumo me considerar uma exceção. Tenho certeza de que logo isso será uma regra!”

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