Conheça um pouco mais da história da atriz e cantora Dorothy Dandrige e de sua passagem pelo Brasil

 

TEXTO: Sandra Almada | FOTO: dorothydandridgeforever.com | Adaptação web: David Pereira

A atriz e cantora Dorothy Dandridge | FOTO: dorothydandridgeforever.com

A atriz e cantora Dorothy Dandridge | FOTO: dorothydandridgeforever.com

As comparações entre a linda e talentosa atriz e cantora negra norte-americana, Dorothy Dandridge e a platinum blonde mais famosa do mundo, Marilyn Monroe, eram inevitáveis. Dorothy era extremamente sensual, mas, atrás do glamour, assédio e sucesso que marcaram sua vida pública, sofria com desilusões amorosas, era deprimida, solitária e suicidou-se com apenas 41 anos. “Miss Dandridge se destacou de forma impressionante entre as atrizes de Hollywood que tinham pele clara e que era, a maioria delas, devido à beleza, sinônimo de bilheteria garantida”, conta Evânio Alves, autor de Divas no Brasil.

Primeira mulher negra a ser indicada pela Academia de Hollywood ao prêmio de melhor atriz, em 1952, por sua atuação em Carmem Jones, a versátil estrela afro-americana, que iniciara sua carreira atuando ao lado de Louis Armstrong, chegou ao Brasil em 1953. Vinha para apresentações no teatro Golden Room do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Profissional exigente e meticulosa, checava, nos ensaios, iluminação, figurino, palco, tudo. E, quando se abriam as cortinas, recebia o retorno de seu profissionalismo e talento com aplausos e ovações. No Brasil, conheceu e viveu um fugaz affair com o físico nuclear Oto Oppeinheimer, que ajudou no desenvolvimento da energia atômica e vivia na mira do FBI. A linda afrodescendente também se entregou a uma paixão brasileira e sofreu com a desilusão amorosa: assim como muitas mulheres negras de diferentes nacionalidades, Miss Dandridge, apesar da fama, não queria ser apenas amante de um homem casado. Mesmo sendo ele um banqueiro brasileiro milionário que a cobria de mimos e presentes caros.

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