Saiba mais sobre a passagem da bailarina e ativista norte-americana, Katherine Duran, pelo Brasil

 

TEXTO: Sandra Almada | FOTO: Divulgação | Adaptação web: David Pereira

A bailarina afro-americana Katherine Duram | FOTO: Divulgação

A bailarina afro-americana Katherine Duram | FOTO: Divulgação

Em 1951 a famosa bailarina afro-americana Katherine Duram veio ao Brasil para se apresentar no palco do Teatro Municipal de São Paulo, um dos mais importantes do país. Coreógrafa, compositora, educadora e ativista destacada na luta pela igualdade racial nos Estados Unidos, Duram era conhecida como a “Rainha mãe da dança negra”. Criadora e dirigente da Katherine Duram Dance Company, a americana viajou pelos quatro cantos do mundo, formou e influenciou gerações de bailarinos. No Brasil, além de muitos aplausos em reconhecimento ao seu grande talento, a moça levou consigo na volta à sua terra natal uma constrangedora situação de discriminação. Diferentemente da recepção dada às estrelas internacionais de seu porte, um dos grandes hotéis de São Paulo, o Esplanada recusou ter Katherine como hóspede. Miss Duram, indignada, convocou a imprensa nacional, como explica Evânio Alves, autor do livro "Divas no Brasil": “A repercussão foi tão grande que atingiu jornais, revistas e até a televisão. Esta reivindicação da artista negra foi válida, pois, no mesmo ano, exatamente no dia 3 de julho de 1951, a Lei Afonso Arinos foi aprovada no Brasil, proibindo a discriminação racial em locais públicos.”

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