BBB reacende polêmica: Negro vota em negro?

Mauricio Pestanaabril 26, 20203 min
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A baixa representatividade política de negros e negras em todas as esferas de poder, no Brasil, tem sido tema de vários debates e estudos acadêmicos que nunca chegaram a um consenso. A pergunta que se faz sempre: negro vota em negro para ganhar espaço e poder?

Se somos 56% da população brasileira, por que entre os 82 senadores apenas dois se autodeclaram negros? Por que a bancada negra no Congresso não ultrapassa a 10% e as bancadas estaduais e municipais seguem a mesma tendência? Por que dos 27 governadores de estado brasileiro nenhum tem a cor e a identidade de Babu Santana e Thelma Assim?

Em grupos e fóruns em que a RAÇA tem debatido este tema, são várias as teses que surgem. A mais plausível de todas diz respeito aos altos custos de uma campanha e, por conta do nosso baixo poder econômico, acabamos por não acessar recursos que nos daria chances reais de ganhar uma disputa política-eleitoral. Essa tese talvez tenha caído por terra nesta versão do Big Brother Brasil, na qual éramos maioria no último paredão, cuja votação era livre, com todos tendo o mesmo acesso e possibilidade.

Onde estavam os 56% da população para defender os negros ali? Mesmo com algumas contradições, Babu – que convocou o voto preto e da favela – teria tudo para ir para a final junto com Thelminha. O que aconteceu?

Sabemos que a grande maioria dos votantes são jovens, ávidos por reality show, que se mobilizam quase 24 horas em mutirões. E cabe ainda outro questionamento: em quem a juventude negra está votando, apesar dos robôs?

É, realmente, de se estranhar os 57,13% dos votos em Babu; 31,41% na Thelma e apenas 11,44% na Rafa.

Para tentar responder essas questões, fizemos uma enquete nas rede sociais da  RAÇA a explanação é livre. Deixe seu comentário.

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Mauricio Pestana

Jornalista, publicitário, cartunista e escritor. Exerceu o cargo de Secretário de Promoção da Igualdade Racial da Cidade de São Paulo de abril de 2013 a dezembro de 2016. Atualmente é Diretor executivo da Revista Raça.

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Há 24 anos no mercado, a pioneira e mais antiga publicação negra do Brasil.

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