Desafio do combate ao Covid-19 nas favelas de Salvador

Redaçãoabril 24, 20204 min
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Salvador, a capital mais negra do país com 82,7%, de acordo com dados do Instituto de Geografia e Estatística, está em alerta após a divulgação de dados no Ministério da Saúde, que apontam que o novo coronavírus é mais letal entre a população negra. Assim como todo o estado da Bahia, onde pretos e pardos representam a maior fatia da população.

Segundo levantamento divulgado pela pasta federal no último dia 10, os negros representavam 23,1% dos pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave, mas chegavam a 32,8% dos mortos pela Covid-19. Um fator preponderante para a letalidade no país ser maior entre os negros é o fator socioeconômico.

Em números absolutos, a Bahia é o estado do Brasil que concentra o maior número de pessoas pobres (6,3 milhões), de acordo com dados de 2018 do IBGE. Dessa fatia, 43,8% dos indivíduos se declararam pretos ou pardos, enquanto 38,6% são brancos.

Em Salvador, enquanto 22,3% da população total da capital baiana estava abaixo da linha de pobreza em 2018 (637 mil pessoas), entre as pessoas brancas o percentual caía para 15,2% (71 mil). Entre as pretas ou pardas, o percentual subia para 23,6% (558 mil). Era a 19ª maior diferença (8,4 pontos percentuais) entre as 27 capitais.

A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia afirmou que não tem informação sobre a raça das vítimas confirmadas com a Covid-19 no estado, nem das pessoas que morreram em decorrência dela.

 

Combate à Covid-19 nas favelas

População mais vulnerável economicamente, os moradores de favelas enfrentam dificuldades para adotar o distanciamento social e a higienização, principais medidas de combate ao coronavírus.

Em muitas favelas de Salvador, moradores reclamam constantemente da falta de água. O álcool em gel, outro aliado na hora de higienizar as mãos, não é acessível a todos.

É preciso refletir, também, sobre a dificuldade de manter o distanciamento entre as pessoas nos bairros economicamente mais vulneráveis da cidade

Outra questão que tem preocupado as autoridades em saúde é aglomeração de pessoas nas ruas, especialmente nesses bairros. Muitos não cumprem a recomendação de não sair às ruas, exceto em caso de necessidade.

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