Eleições em Burundi: resultado contestado na justiça

Fernanda Oterojunho 1, 20203 min
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Burundi foi o sexto país do continente africano a realizar eleições no primeiro semestre de 2020 e o terceiro em meio à pandemia do Coronavírus. Guiné-Bissau e Mali passaram por eleições legislativas em Março. Burundi registra um número baixo de casos do vírus, levando as autoridades locais a ignorar as recomendações da OMS sobre restrições a aglomerações, o que manteve a agenda eleitoral.

Um dos menores países da África, Burundi está localizado entre Ruanda, Tanzânia e Congo. Em suas terras passa o famoso Rio Nilo. Foi colônia da Bélgica até 1962. Possui uma população de cerca de 11 milhões de habitantes.

Nesta eleição, aproximadamente 5,1 milhões de pessoas estavam aptas ao voto. Os burundianos escolhem um novo presidente que substituirá Pierre Nkurunziza, há quinze anos no poder.

O atual governo não permitiu que observadores internacionais acompanhassem a votação, impondo uma quarentena de 14 dias para todos que entrassem em seu território. A Anistia Internacional denunciou fraudes durante a realização do pleito, relatando vários atos de violência no dia da votação. A Conferência dos Bispos de Burundi também denunciou excessos durante o dia da eleição, que aconteceu em 20 de maio.

O candidato da oposição, Agathon Rwasa, segundo colocado com cerca de 20% dos votos, denunciou na última quinta-feira que havia evidências de fraude. Após a apuração, foi declarado eleito com 65% dos votos o atual candidato governista, o General da Reserva Evariste Ndayishimiye. O próximo presidente do país assumirá em agosto para um mandato de 7 anos.

A Corte de Justiça tem até o dia 5 de junho para decidir sobre o caso.

 

*Com informações da Al Jazeera e África News

 

*Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião da RAÇA, sendo de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.

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Fernanda Otero

Correspondente da RAÇA na Europa e Africa é Jornalista e Tradutora. Foi selecionada com outros cinco jornalistas brasileiros pela Fundação Thomson-Reuters para um curso sobre os Objetivos do Milênio (2015).

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