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Escolhidos para treinee estavam em cargos inferiores às suas capacidades

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hamalli

Vice-presidente do Grupo Raça Comunicações. Responsável pelo processo de criação, realização e edição da Revista Raça Brasil. Administra os recursos técnicos, artísticos e administrativos dos principais projetos do Grupo Raça Brasil: Revista, Área Digital e Fórum Brasil Diverso.

Presidente do Magazine Luiza identificou que safra exclusiva de pessoas negras teve oportunidades desiguais no decorrer da trajetória profissional, em comparação a outras turmas

Na fase final do processo seletivo exclusivo para negros do Programa de Treinee no Magazine Luíza, o presidente da marca, Frederico Trajano, conversou com o jornal Folha dando um parecer sobre as entrevistas. Durante o recrutamento, constatou o seguinte: quase todos os profissionais estavam em postos de trabalho inferiores às suas capacidades ou até mesmo, desempregados.

O empresário, que sempre participa de contratações para esse nível de contratação, apesar de contagiado com as histórias de superação e extrema competência dos candidatos, se disse emocionado. Não é surpresa que houvesse uma constatação similar, pois pelo menos durante este processo a percepção de que há condições diferentes para negros ficou em evidência, pois se sentiu a diferença de oportunidades em comparação a turmas anteriores, formada majoritariamente por pessoas brancas.

Segundo a matéria para a Folha, Trajano diz que a polêmica de “nivelar por baixo” foi quase impossível de acontecer. “Eu posso afirmar, pelas minhas entrevistas, que foi a turma mais difícil de eliminar (…) Eles têm talento incrível, capacidade de expressão verbal fantástica e história de vida e superação”, reiterando que o critério foi nivelar por cima.

 

Ainda segundo o empresário, os candidatos para este Programa são, no mínimo, tão talentosos ou mais do que as safras anteriores. Mas a grande maioria estava desempregada ou em um emprego aquém do talento deles.

 

 

“Qual seu maior defeito?”

Essa é uma pergunta clássica em processos seletivos, e é comum ouvir frases como “eu sou muito perfeccionista” ou “eu sou viciado em trabalho”. Mas, durante o recrutamento, o empresário pontuou que os candidatos presentes não esconderam situações que geralmente são ocultadas, como não conseguir concluir o curso no primeiro ano ou ser demitido de outros lugares anteriormente. Para ele, os candidatos mostraram que cada pequeno fracasso fez parte do processo evolutivo até ali. “Essa sinceridade tem a ver com nossos valores”, disse à Folha.

O objetivo do programa é inseri-los em cargos de liderança, como gerência, direção e até presidência em subsidiárias. Após duros ataques pela iniciativa, o Magazine Luiza aumentou o número de contratações de 10 para 19 pessoas.

Fica aqui nossa torcida a cada contratado! Que seja um caminho de sucesso!

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