Ex-segurança agora é medico da linha de frente em hospital americano

Redaçãoagosto 24, 20204 min
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Um estudante norte-americano trabalhou como segurança num hospital do estado de Louisiana para ajudar a pagar os estudos. Agora voltou ao mesmo hospital, mas como estudante de Medicina, para ajudar a combater a pandemia de Covid-19, na linha da frente.

Russell Ledet, 34 anos, é um veterano da Marinha dos EUA que atualmente é um dos médicos fazendo residência no hospital Baton Rouge General Medical Center. O ex-segurança não acreditava que conseguiria entrar para a universidade por causa do elevado custo do ensino nos Estados Unidos.

Ele conseguiu realizar esse sonho depois de se ter alistado na Marinha norte-americana, aos 18 anos. Dois anos de serviço depois, voltou ao Louisiana e ingressou na universidade, contando com a ajuda de Patrick Greiffenstein, o chefe dos residentes de cirurgia, como seu mentor nessa caminhada.

Disposto a sempre lembrar de seu início humilde, Ledet resolveu trabalhar em Louisiana, perto de onde ele cresceu e quer servir de inspiração para outros jovens negros.

Atualmente ele está se especializando em oncologia molecular e completará os estudos em maio de 2022. O feito é uma vitória para Russell, criado por uma mãe solteira do bairro pobre de Lakes Charles, em Louisiana.

Embora ainda faltem dois anos para Russell conseguir o seu diploma, o fato de trabalhar na linha da frente durante a pandemia tem sido uma grande conquista.

“Eu digo que é um privilégio porque é uma oportunidade que dão para cuidar das pessoas, nunca se pode levar como garantido. Vindo de onde eu venho, ninguém diz que você pode fazer coisas no mundo, pode causar impacto. Se ninguém te contar, você não sabe. Mas agora que sei, posso contar para as crianças”, disse ele à CNN.

Em dezembro de 2019, ele organizou uma sessão de fotos com outros 14 colegas negros da faculdade de Medicina de Tulane. Eles posaram com seus jalecos brancos na frente da senzala da Whitney Plantation, uma antiga fazenda escravocrata que hoje é um museu. A imagem viralizou e deu origem à organização 15 White Coats (que significa 15 jalecos brancos), com o objetivo de incentivar e inspirar jovens negros.

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