Conheça a história de alguns dos importantes personagens na luta pela Independência da Bahia

 

TEXTO: Ubiratan Castro de Araujo* | FOTOS: Divulgação | Adaptação web: David Pereira

Maria Quitéria, uma das personagens na luta pela Independência da Bahia | FOTO: Divulgação

Maria Quitéria, uma das personagens na luta pela Independência da Bahia | FOTO: Divulgação

 

Leia abaixo sobre alguns personagens da Independência da Bahia:

Lord Cochrane: Poucos baianos conhecem a trajetória desse aventureiro britânico. Lord Cochrane, ou Conde de Dundonald ou ainda Marquês do Maranhão, ingressou na Marinha Real Britânica aos 18 anos. Recebeu o apelido de Lobo do Mar, dado por Napoleão Bonaparte, e El Diablo, como ficou conhecido entre os espanhóis. Teve papel marcante na Independência do Brasil e da Bahia, principalmente interceptando navios portugueses na Baía de Todos os Santos e, de certa forma, amedrontando os adversários lusitanos devido a sua fama.

Índio Bartolomeu: Também conhecido como Jacaré, chefiou uma tropa de índios tapuias flecheiros, oriundos de Maçarandupió, Soure e Mirandela, no litoral norte do estado. Sua tropa integrou a Companhia da Torre dos Garcia D’Ávila, comandada por Agostinho Moreira Sampaio. Juntos, participaram da Batalha de Pirajá, em novembro de 1822, quando as tropas portuguesas tentaram tomar a região, sendo derrotados.

Maria Quitéria: Nasceu na freguesia de São João de Itaporocas (campos da Cachoeira), em 1798. Diz a história que Maria Quitéria deixou a fazenda do pai assim que soube das notícias dos acontecimentos de 25 de junho de 1822, na Vila Cachoeira. Com roupas masculinas (cedidas por um cunhado), ela se apresentou como soldado Medeiros ao Batalhão dos Voluntários do Príncipe, chamado “dos Periquitos”, por causa da cor verde da farda. Por sua bravura em combate, o general Pedro Labatut conferiu à Maria Quitéria as honras de 1º cadete. Ela também participou do desfile das tropas brasileiras em Salvador no dia 2 de julho de 1823.

Joana Angélica: Desde cedo com inclinações religiosas, ingressou no Convento da Lapa aos 21 anos de idade. Em fevereiro de 1822, quando Joana Angélica era abadessa sóror no referido convento, tropas portuguesas invadiram o local, acreditando que lá estavam oficiais brasileiros escondidos, além de armas e munições. Corajosa, Joana tentou evitar a entrada dos soldados e se colocou à frente das tropas. Mesmo assim, as tropas lusitanas invadiram o convento e feriram a abadessa, que morreu pouco tempo depois, em 20 de fevereiro do mesmo ano.
*Ubiratan Castro de Araujo, é escritor, membro da Academia de Letras da Bahia, Doutor em História pela Sorbonne - Paris VI, Professor Adjunto da Universidade Federal da Bahia e Diretor Geral da Fundação Pedro Calmon, unidade da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia

 

Quer ver esta e outras matérias da revista? Compre esta edição número 168.

Comentários

Comentários